Entrada do Financiamento Imobiliário: Quanto Guardar?
Entrada do Financiamento Imobiliário: Quanto é Preciso Guardar?
Entrada do Financiamento Imobiliário: Quanto é Preciso Guardar?
Comprar uma casa ou apartamento é um dos maiores objetivos financeiros de muitas pessoas. Como poucos conseguem pagar um imóvel à vista, o financiamento imobiliário costuma ser uma alternativa para transformar esse sonho em realidade.
Antes de chegar à assinatura do contrato, porém, existe uma etapa que exige bastante planejamento: juntar o dinheiro para a entrada.
A entrada representa uma parte do valor do imóvel que será paga com recursos próprios, enquanto o restante poderá ser financiado conforme as condições aprovadas pela instituição financeira.
Mas afinal, quanto é preciso guardar?
Não existe um percentual único que sirva para todos os compradores. O valor depende do imóvel, da instituição financeira, da modalidade de financiamento, da análise de crédito e de outras condições da operação.
Por isso, mais importante do que simplesmente estabelecer uma porcentagem é entender todos os custos envolvidos.
O que é a entrada do financiamento?
Imagine um imóvel anunciado por R$ 300 mil.
Se, em determinada operação, o comprador precisar pagar R$ 60 mil com recursos próprios, esse será o valor da entrada. O restante poderá ser financiado, de acordo com as condições aprovadas pelo banco.
A entrada reduz o valor que será financiado.
Quanto menor for o saldo financiado, menor tende a ser o valor da dívida inicial. Entretanto, utilizar todas as economias para aumentar a entrada também pode deixar o comprador sem dinheiro para emergências.
Por isso, é necessário encontrar um equilíbrio.
Existe uma porcentagem mínima de entrada?
Não existe uma porcentagem universal que possa ser aplicada a todos os financiamentos imobiliários.
As condições podem variar de acordo com a instituição financeira, o tipo de imóvel, o perfil do comprador, a modalidade escolhida e outros critérios.
Por isso, quem está planejando comprar um imóvel deve fazer simulações antes de definir quanto pretende guardar.
Uma simulação pode mostrar quanto seria necessário pagar inicialmente e qual seria o valor aproximado que precisaria ser financiado.
Quanto maior a entrada, melhor?
Uma entrada maior pode reduzir o valor financiado, mas isso não significa que seja necessário colocar todo o dinheiro disponível no imóvel.
Imagine uma pessoa que possui R$ 100 mil guardados e encontra um imóvel que exige uma entrada de R$ 70 mil.
À primeira vista, utilizar os R$ 70 mil pode parecer interessante. Porém, sobrariam apenas R$ 30 mil para outras despesas e emergências.
Ainda será necessário considerar gastos com documentação, mudança, móveis, reformas e possíveis imprevistos.
Por isso, antes de aumentar a entrada, é importante avaliar quanto dinheiro continuará disponível depois da compra.
Não esqueça dos custos além da entrada
Um erro comum de quem começa a planejar a compra de um imóvel é considerar apenas a entrada.
Na prática, existem outros gastos que precisam entrar no orçamento.
Dependendo da operação, podem existir despesas relacionadas a:
Impostos;
Registro do imóvel;
Escritura, quando aplicável;
Avaliação;
Documentação;
Seguros;
Taxas relacionadas à operação;
Mudança;
Reformas;
Móveis e eletrodomésticos.
Esses valores podem variar conforme o imóvel, a cidade e as características da compra.
Por isso, o dinheiro necessário para comprar um imóvel não deve ser confundido apenas com o valor da entrada.
Como calcular quanto guardar?
Uma maneira simples de começar é estabelecer um objetivo financeiro.
Primeiro, escolha uma faixa de preço para o imóvel que você pretende comprar.
Depois, faça simulações com diferentes valores de entrada.
Por exemplo:
Imóvel de R$ 300 mil
Entrada de R$ 50 mil → financiamento de R$ 250 mil.
Entrada de R$ 70 mil → financiamento de R$ 230 mil.
Entrada de R$ 90 mil → financiamento de R$ 210 mil.
Esses números são apenas exemplos para demonstrar a lógica. As condições reais dependerão da instituição financeira e da aprovação do financiamento.
Depois de descobrir uma faixa de entrada possível, acrescente ao planejamento uma quantia destinada às despesas da compra e uma reserva para emergências.
Como juntar dinheiro para a entrada?
Guardar uma quantia elevada pode parecer difícil, principalmente para quem está começando do zero.
Uma estratégia é estabelecer uma meta mensal.
Imagine que seu objetivo seja juntar R$ 60 mil em quatro anos.
Seriam 48 meses para alcançar a meta.
Dividindo R$ 60 mil por 48, o valor médio seria de aproximadamente R$ 1.250 por mês.
É claro que nem sempre será possível guardar exatamente esse valor todos os meses. Em alguns períodos, você poderá economizar mais; em outros, menos.
O importante é acompanhar a evolução da reserva.
Também é possível direcionar para esse objetivo valores extras recebidos ao longo do ano, desde que isso seja compatível com sua situação financeira.
Evite comprometer toda a sua reserva
Ter dinheiro suficiente para a entrada não significa necessariamente que você esteja pronto para comprar o imóvel.
É importante analisar quanto dinheiro restará depois da operação.
Imagine que uma pessoa tenha R$ 80 mil guardados e precise de R$ 70 mil para a entrada.
Embora consiga cumprir essa etapa, ficaria com apenas R$ 10 mil disponíveis.
Caso aconteça uma emergência ou apareçam despesas inesperadas, a situação pode ficar apertada.
Por isso, uma parte do planejamento deve ser destinada à manutenção de uma reserva financeira.
E o FGTS?
Para trabalhadores que atendem aos requisitos estabelecidos pelas regras do FGTS, o saldo disponível pode, em determinadas situações, ser utilizado em operações relacionadas à moradia.
As condições de utilização dependem das regras vigentes e do enquadramento do imóvel e do comprador.
Por isso, antes de contar com o FGTS para compor a entrada, é importante verificar se você realmente atende aos requisitos e quanto poderá utilizar.
Compare diferentes financiamentos
Depois de juntar dinheiro para a entrada, não significa que você precise aceitar a primeira proposta disponível.
Compare diferentes instituições financeiras e observe as condições oferecidas.
Além da taxa de juros, analise o Custo Efetivo Total (CET), prazo, valor das parcelas, seguros e demais custos.
Uma parcela aparentemente menor pode estar relacionada a um prazo maior, o que pode aumentar o custo total da operação.
Por isso, olhe para o financiamento como um todo.
Como evitar problemas financeiros depois da compra?
Antes de assumir o financiamento, faça uma simulação do orçamento familiar.
Some a futura parcela do financiamento às outras despesas mensais.
Se for comprar um apartamento, considere também o condomínio. Em uma casa, pense nos custos de manutenção.
Também reserve espaço no orçamento para alimentação, transporte, saúde, educação e outras despesas importantes.
O objetivo é evitar que o financiamento consuma uma parcela tão grande da renda que qualquer imprevisto cause dificuldades para manter os pagamentos.
Conclusão
A entrada do financiamento imobiliário é uma das principais etapas para quem deseja comprar uma casa ou apartamento.
Não existe um valor único que sirva para todas as pessoas. A quantia necessária depende das condições do financiamento, do preço do imóvel e da situação financeira do comprador.
Mais do que juntar dinheiro para a entrada, é importante planejar todos os custos da compra e manter uma reserva para emergências.
Faça simulações, compare propostas e descubra quanto realmente poderá pagar sem comprometer o orçamento.
Comprar um imóvel é uma decisão de longo prazo. Quanto mais organizado for o planejamento antes da assinatura, maiores serão as chances de atravessar essa etapa com as finanças sob controle.
